sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

INTOXICAÇÃO POR PERMETRINA NO CÃO E GATO

Clínica Veterinária de Mangualde
             Dr. Benigno Rodrigues
             Dra. Sandra Oliveira






INTOXICAÇÃO POR PERMETRINA NO CÃO E NO GATO

Os parasitas externos como as pulgas e as carraças podem causar um grande incómodo para os animais de estimação e tornarem-se numa verdadeira dor de cabeça para os seus donos. Além de infestarem o animal, causarem-lhe mal-estar e transmitirem-lhe doenças, também depositam milhares de ovos no ambiente. Fica não só o animal infestado como também tudo á sua volta.
O recurso a produtos insecticidas para o controlo de parasitas externos nos cães e gatos é frequente, considerando que actualmente estão disponíveis diversos medicamentos/ produtos de uso veterinário, de venda não sujeita a receita médica, nos Centros de atendimento médico-veterinário (CAMVs), além das farmácias e lojas de animais.
Assim de modo acessível e pouco dispendioso, os donos podem comprar produtos de aplicação simples e rápida que assegura eficácia no controlo de pulgas, piolhos, carraças, moscas e mosquitos. Estes produtos estão disponíveis sob diversas formas: spot-on (pipetas), coleiras, sprays, pós e champôs.
Muitas destas formulações veterinárias indicadas como insecticidas para o controlo de pulgas, carraças e piolhos nos animais domésticos, contêm na sua constituição piretrinas ou piretróides (compostos sintéticos derivados das piretrinas). Os piretróides mais usados são a permetrina, a cipermetina e a deltametrina.
A permetrina está presente em vários produtos comerciais, sendo os mais conhecidos o Pulvex® e o Advantix® em forma de unção punctiforme (pipeta), e a deltametrina na coleira Scalibor®. Estes três produtos em particular destinam-se apenas a cães, estando contra-indicado o seu uso em gatos.

  •     Toxicidade da permetrina nos cães e gatos
Os casos de intoxicação por permetrina são mais frequentes na espécie felina que na canina.
Nos cães estes produtos têm uma grande margem de segurança, com um risco relativamente baixo de ocorrência de efeitos adversos, já nos gatos os produtos/medicamentos formulados exclusivamente para cães, podem ser fatais.
Os gatos e em especial os mais jovens têm uma grande sensibilidade à permetrina, porque, devido á sua fisiologia particular, são incapazes de a metabolizar no organismo. Daí esta substância ser extremamente tóxica para os gatos podendo mesmo causar a morte.
Nos cães e noutras espécies menos susceptíveis tais como alguns roedores (hamsters ou porquinhos-da-índia), os produtos contendo permetrina se forem usados segundo as instruções do fabricante não apresentam toxicidade. Contudo, os cães podem apresentar sintomas relativamente preocupantes após uma exposição excessiva à substância ou hipersensibilidade à mesma.
A adição de outros produtos insecticidas também pode aumentar o risco de intoxicação, uma vez que as substâncias vão interagir umas com as outras, o que levará a uma metabolização mais dificultada e que a acção da permetrina seja mais prolongada.

Há algumas situações em que os cães estão em risco de intoxicação:

- O seu cão pode ingerir acidentalmente as embalagens do produto que esteja ao seu alcance em casa. O comportamento exploratório dos cães aliado ao armazenamento indevido destes químicos representa um risco importante para a ocorrência de intoxicação por ingestão. Neste caso a preocupação deve ser maior porque a absorção oral de permetrina é maior que a absorção cutânea.
- Colocar no animal os produtos de forma errada/indevida. O líquido das preparações spot on pode entrar em contacto com os olhos, escorrer para zonas ao alcance da boca, ou então o animal pode lamber o produto ao tentar limpar-se.
- Outro erro de colocação é friccionar o local de aplicação – isto não se deve fazer porque o produto está formulado para se difundir naturalmente e em segurança pela pele do animal e a fricção estimula a circulação local e facilita a absorção, aumentando a toxicidade.
- Muitos produtos são apresentados em posologias diferentes, que devem ser cumpridas em todos os casos pois estão formuladas para intervalos de peso específicos para cães. Portanto, o conteúdo de uma pipeta para um cão de 25Kg não deve ser dividido por vários cães pequenos, pois há o risco de sobredosagem da substância.

No caso dos gatos, a intoxicação ocorre com mais frequência por exposição cutânea mas também por ingestão após limpeza do produto colocado cutaneamente, ou ainda por exposições secundárias, por via oral ou cutânea, após o contacto com cães aos quais o produto foi aplicado.

As causas da intoxicação nem sempre se devem á aplicação directa no animal. Os gatos que coabitam com cães e dormem com eles, ou simplesmente tem comportamentos afectivos, como a lambedura, podem ficar intoxicados por ingestão do produto recentemente colocado no pêlo do cão.

Um erro muito comum de acontecer por parte dos donos é a aplicação em gatos de produtos insecticidas para controlo de pulgas/carraças destinados para cães.  A maior parte das vezes ocorre por descuido do proprietário, quer seja por desconhecimento, negligência ou então porque o produto é vendido de forma incorrecta. Os produtos para cães têm concentrações mais altas (45% a 65%) de permetrina pelo que a exposição, mesmo  a quantidades pequeninas, pode ser letal para um gato.
Por este motivo, antes da aplicação de qualquer produto no seu animal deve ler as instruções na embalagem, independentemente de no acto da compre já lhe terem explicado a forma de aplicação.

  •       Manifestações clínicas da intoxicação por permetrina:
Os primeiros sintomas surgem normalmente 1 a 3 horas após o contacto do animal com a substância tóxica.

No gato os sintomas são maioritariamente neurológicos e musculares:
·         Convulsões,
·         Tremores musculares,
·         Salivação excessiva (babar-se),
·         Depressão ou hiperexcitabilidade,
·         Ataxia (falta de coordenação motora e desequilíbrio),
·         Midríase (Pupilas dilatadas),
·          Hipertermia (temperatura alta),
·          Taquicardia (aumento da frequência cardíaca),
·          Vómitos e diarreia
·         Inflamação e descamação cutânea quando o contacto é através da pele
·         Dificuldade respiratória
·         Morte


No cão é frequente observar letargia, ataxia, tremores musculares e ao contrário dos gatos, os distúrbios digestivos: vómitos, diarreia, salivação excessiva são mais frequentes.
O diagnóstico da intoxicação fundamenta-se nos sinais clínicos e no histórico de exposição a produtos contendo piretrinas (aplicação de pipetas/coleiras ou ingestão/contacto com pesticidas).

*        O que fazer em caso de intoxicação do seu animal?

No caso de a contaminação ser por contacto com a pele deve-se imediatamente dar um banho ao animal e contactar o Médico Veterinário.
 O banho deve ser feito com um produto desengordurante, por exemplo com líquido da loiça ou sabão, com água morna a fria, nunca quente e sem fazer fricção. A água quente e a fricção excessiva da pele causam vasodilatação periférica o que faz aumentar a absorção cutânea do produto, pelo que estão contra-indicadas.
Se tiver havido ingestão do produto nunca deve dar leite ou alimentos gordurosos como o azeite, porque aumentam a sua absorção pelo organismo. Em vez disso, deve ser levado urgentemente ao Médico Veterinário para ser tratado. Estes casos precisam de monitorização cuidada, fluidoterapia e internamento.
O prognóstico varia consoante a sensibilidade do animal ao produto. Os animais jovens são os mais susceptíveis. Na maioria das vezes o prognóstico é reservado.
Este tipo de intoxicações é muito frequente na clinica de animais de companhia, sendo nunca demais alertar para a sua gravidade.

*        Como evitar?

- Leia sempre cuidadosamente as embalagens dos produtos que aplica ao seu animal: champôs, coleiras, pipetas, sprays, pós, para verificar que é seguro aplicar e quais os cuidados a ter na utilização.
- Respeite as condições de utilização dos produtos.
- Tenha em atenção que existem no mercado disponíveis para gato coleiras e pós insecticidas contendo piretrinas que, apesar de serem mais económicos, podem apresentar risco de intoxicação para o gato quer por contacto com a pele, quer se o gato os lamber.
- Nunca use no seu gato coleiras, pipetas ou outros produtos desparasitantes externos destinados a cães, pois geralmente contêm permetrina e em doses fatais para os gatos.
- Quando colocar pipetas no seu cão, não permita que ele e outros animais que com ele contactem lambam o local de aplicação.
-De modo a prevenir a exposição acidental do produto mantenha o cão afastado de gatos após o tratamento até que o local de aplicação esteja seco. É importante assegurar que os gatos não lambam o local de aplicação de um cão tratado.

Outros cuidados a ter:

- Lave bem as mãos após a aplicação.
- Não coma, beba ou fume durante a aplicação.
- Evite o contacto do produto com a pele, olhos ou boca.
- Animais tratados não devem ser autorizados a brincar ou a dormir com as pessoas, especialmente com crianças, pelo menos até que o local de aplicação esteja seco. Isto pode ser assegurado se aplicar o produto no animal á noite.
- Cães tratados não devem ser autorizados a nadar pelo menos nas 2 horas após o tratamento. Os produtos contendo piretrinas são perigosos para os organismos aquáticos.
- O medicamento não deve ser eliminado em cursos de água.

Se o seu animal apresentar sintomas suspeitos de ter sofrido uma intoxicação por piretrinas deve levá-lo imediatamente ao Médico Veterinário.

Artigo escrito por Sandra Oliveira – médica veterinária (CP 4910)

 Clínica Veterinária de Mangualde
Av. General Humberto Delgado Nº 12 R/C Esq.
3530-115 Mangualde
 Telef.: 232.623.689

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CUIDADOS A TER COM O SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO DURANTE O NATAL E ANO NOVO

Clínica Veterinária de Mangualde
             Dr. Benigno Rodrigues
             Dra. Sandra Oliveira





CUIDADOS A TER COM O SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO DURANTE O NATAL E ANO NOVO - QUAIS OS PERIGOS A TER EM CONTA E COMO PREVENIR


Estamos em Dezembro. A época natalícia e de fim de ano estão a chegar e com ela as celebrações e decorações associadas.
O Natal é  uma época de festa, alegria e de estar com a família. Prepara-se a casa para a recepção dos familiares e convidados, colocam-se as decorações e enfeites natalícios, faz-se a árvore de Natal, compram-se presentes e prepara-se os pratos e os doces típicos da época.
Muitas vezes, no meio de tanta comemoração, esquecemo-nos dos potenciais perigos que estas festas acarretam para os nossos animais de companhia. Estes perigos variam desde a ingestão de corpos estranhos, envenenamentos por ingestão de plantas e alimentos tóxicos a choques eléctricos.
Durante esta época do ano, verifica-se um crescente número de incidentes com os cães e gatos por causa dos perigos associados, mas é fácil evitá-los. A melhor forma é estar consciencializado da existência desses perigos e saber como prevenir-se. Manter as tentações longe do seu animal, pode aumentar as hipóteses de ele e você passar um Natal e Ano Novo seguros e felizes.
Neste artigo, a Clinica Veterinária de Mangualde informa-o dos potenciais perigos e dá-lhe alguns conselhos a seguir para garantir a segurança e o bem-estar do seu animal de estimação, nesta época de festividades.

Árvore de Natal

A decoração de Natal e em especial, da árvore de Natal, quer seja natural ou artificial, está cheia de perigos para o seu animal.
                Para nós, seres humanos, a árvore de Natal é um símbolo de Natal interessante e muito bonito de se ver, já para os cães e gatos, a árvore é vista como um brinquedo gigante que o dono trouxe para casa para explorar e brincar. Enquanto estiver ao seu alcance, ele não vai perdê-la de vista e deixá-la sossegada. Na brincadeira, poderá tombá-la e deixá-la cair ao chão. Com isso irá estragar-lhe a árvore ou até provocar um foco de incêndio.

As agulhas das árvores de Natal naturais são muito pontiagudas e facilmente podem espetar as patas ou ser engolidas e ficar presas na faringe do seu animal de estimação.
          As decorações e os enfeites da árvore, como por exemplo as bolinhas, as fitas, os laços coloridos e ainda as luzes são muitos atraentes para brincar, e um isco muito tentador para a boca dos nossos animaizinhos. Eles podem, sem querer, engolir uma fita ou morder uma bola, até ficar desfeita em pedaços, o que poderá levar a distúrbios gastrointestinais graves como obstruções ou perfurações intestinais. Este problema é bastante frequente nos cachorros e gatinhos e motivo de consulta urgente ao Médico Veterinário.
         
         Portanto, para deixar a árvore de Natal mais segura e o seu animal livre de perigo, siga estas sugestões:
           - Coloque a árvore num local o mais longe possível do alcance do seu animal de estimação;
           - Certifique-se que a árvore encontra-se bem fixa ou ancorada para evitar ser derrubada;
           - Evite usar decorações que possam partir-se se caírem ao chão, e de pequeno tamanho que possam ser ingeridas pelo seu cão/gato, podendo provocar asfixia ou obstruções intestinais.
            - Não pendure chocolates ou outros doces na árvore de Natal pois o seu animal facilmente os cheira e ficará tentado a comê-los.
          - Se colocar luzes na árvore mantenha todos os fios eléctricos e conexões das luzes protegidas e longe do alcance do seu animal. Desta forma, evita que sejam roídos podendo causar electrocussão ao seu animal.
            -Remova diariamente todas as agulhas do pinheiro que caem ao chão.

Enfeites e decorações de Natal

Qual é o gatinho ou cachorro que não acha piada á bolinhas ou às fitas do Natal?
Os enfeites de natal são extremamente atractivos aos olhos das nossas mascotes, em especial para os mais jovens. O pinheiro de Natal, as fitas decorativas, as luzes cintilantes, as bolas coloridas e até as figuras do Presépio são um brinquedo divertido para o seu animal, mas constituem um perigo para a sua saúde. Estes enfeites quando ingeridos, inteiros ou mastigados, ao passar pelo tubo digestivo podem causar lesões na mucosa gastrointestinal (úlceras e hemorragia), e até mesmo uma perfuração com peritonite. Além disso, podem ficar presos e causarem asfixia ou uma obstrução intestinal, que poderá culminar na morte do animal. Estas situações requerem uma intervenção médico-veterinária urgente e a maioria necessita de cirurgia para serem removidos.
Geralmente os gatos preferem as fitas dos presentes, as luzes a piscar e as folhas do pinheiro que as bolas ou outros objectos de grandes dimensões. 
Se desaparecer algum destes objectos, pense na possibilidade de que talvez tenha sido ingerido pelo seu animal. Para evitar esse risco, coloque os enfeites fora do alcance do seu animal.

Luzes de Natal

Depois de erguer a árvore de Natal quem não gosta de vê-la toda iluminada, assim mesmo como a casa?
           As luzes de natal são muito perigosas para os nossos animais, portanto, todo o cuidado é pouco. O facto de emitirem luzes de várias cores e de piscarem atrai muito os olhares dos nossos amiguinhos. Eles podem puxar com as patas ou roer os fios das luzes sujeitando-se a serem electrocutados.
                Um choque eléctrico pode causar queimaduras na língua e no focinho, alterações neurológicas e/ou metabólicas graves, edema pulmonar agudo, ou então morte imediata.
                A recomendação a seguir é a mesma para os enfeites: mantenha as luzes longe do seu animal e fique sempre atento ao comportamento dele. A atenção deve ser redobrada se o seu animal for um gatinho ou um cachorrinho.


Presentes na árvore de Natal

É tradição colocar os presentes á volta da árvore de Natal, que geralmente é colocada no chão. As embalagens de cartão, plástico, as fitas e os laçarotes atraem muito os cães e gatos, e por ficarem no chão, tornam-se acessíveis. Os cães e os gatos são curiosos por natureza e vão com toda a certeza investigar esses objectos. Vão cheirar, morder e/ou engolir os materiais de embrulho e decoração dos presentes, o que pode levar a obstruções intestinais graves.
Portanto, para evitar acidentes, guarde os presentes num local onde o seu cão ou gato não os encontre. Além disso, tenha uma especial atenção a presentes frágeis, que possam partir-se facilmente, e remova todos os materiais de embrulho (papeis, fitas, plásticos) do chão. É muito provável que o seu animal vá brincar com eles.

Alimentos perigosos

        Festa significa boa e farta comida à mesa. 
       Durante esta época é tradição encher a mesa com petiscos, doces tradicionais e pratos típicos do Natal como é exemplo o perú assado, o arroz de polvo, o bacalhau com batatas cozidas, o bolo-rei, as rabanadas, a aletria e os frutos secos. Todos estes petiscos são uma tentação muito grande para os nossos animais, que fazem de tudo para que os seus donos não resistam a partilhar com eles os seus pitéus. No entanto, muitos destes pratos, doces e alimentos típicos são perigosos para a saúde deles.
No meio de tantos preparativos e distracções, o seu animal pode roubar comida da mesa de jantar, da bancada da cozinha ou do recipiente do lixo, por isso, esteja atento.
Além disso, não deve oferecer, nem que seja um bocadinho da comida ou dos restos das sobras do jantar, por mais irresistível que seja o olhar piedoso do seu cão ou gato. Peça aos seus convidados e familiares para fazerem o mesmo.
É necessário ter cuidado para que ele não ingira estes alimentos porque podem causar-lhe problemas gastrointestinais, entre outros.


Evite dar os seguintes alimentos:

- Doces.
- Café.
- Chocolates.

Nesta época natalícia o chocolate é talvez a guloseima mais preferida das crianças e também dos adultos. É também muito comum o seu consumo pelos cães e gatos quer seja oferecido pelos donos ou roubado pelo animal.

Nos cães e gatos o chocolate pode provocar um quadro grave de intoxicação. Os sintomas variam desde agitação, hiperactividade, diarreia, vómito, hemorragia gastrointestinal, convulsões, arritmias, aumento da temperatura corporal, aceleração do ritmo respiratório e em casos mais graves, a morte.

Porquê?
O chocolate apresenta na sua constituição, além de outras coisas, gordura, cafeína, e uma substância tóxica para os cães e gatos chamada teobromina. O chocolate preto contém 10 vezes mais teobromina que o chocolate de leite, portanto, quanto mais escuro, puro e concentrado em cacau for o chocolate, maior é o risco de intoxicação.
Outra particularidade da intoxicação por chocolate é que as quantidades tóxicas não precisam necessariamente de ser ingeridas de uma só vez, por vezes bastam doses pequeninas ingeridas ao longo de vários dias sucessivos para levar também à intoxicação.
Uma tablete de 100gr de chocolate preto pode matar um cão de raça pequena (como um Yorkshire terrier ou um Caniche), assim como uma tablete de 200gr pode matar um Retrievier do Labrador.
Trata-se de uma emergência, pelo que deve levá-lo ao Médico Veterinário.
Por isto tudo, a melhor recomendação é evitar que os nossos companheiros de quatro patas tenham acesso ao chocolate e a não partilhar com ele os doces natalícios. Não se esqueça também que não é só o chocolate em barra e os bombons de chocolate que são perigosos, há muitos bolos e biscoitos que têm chocolate na sua constituição, que também deve ter atenção.

- Pratos de carne e/ou ricos em gordura e temperos.
Os pratos de carne, especialmente os com molhos ou gorduras, tanto cozinhados como crus, podem causar uma intoxicação alimentar grave ao seu animal, com complicações gastrointestinais. O organismo dele não está habituado a suportar estas comidas. Não são raros os casos de animais doentes com vómitos e diarreia, que nos chegam á Clinica Veterinária por causa destes excessos.

- Ossos.
Dar ossos ao cão pode parecer natural mas é perigoso para ele, especialmente os ossos de aves (frango, perú) que podem ficar retidos na garganta e asfixiá-lo. Além disso ao serem mastigados podem lascar-se e causar obstruções/lacerações no tubo digestivo.
Não se esqueça: os ossos, a comida caseira e as sobras dos pratos não são alimento para o seu animal. Podem fazer-lhe mal á saúde.

- Frutos secos e passas.
Nesta época abundam na mesa de Natal de muitos lares bolos e biscoitos feitos com frutos secos, fruta cristalizada, além de amêndoas, nozes, pistácios e passas.
Todos estes alimentos se forem ingeridos pelo seu animal são tóxicos.


Bebidas Alcoólicas
               
          O champanhe, o Vinho do Porto, os licores, a cerveja, em suma todas as bebidas alcoólicas, além da Coca-cola e até o próprio café se ingeridos pelo seu animal podem trazer consequências negativas para a sua saúde. No meio de tanta festa e azáfama é fácil esquecer um copo cheio em locais onde facilmente o seu animal chega. Se não estiver atento, ele pode lá chegar e tentar provar um pouco.
       Aém disso, alguns donos acreditam que se a bebida não faz mal a eles, também não fará mal ao seu animal de estimação, mas estão enganados. O álcool é absorvido de forma muito mais rápida pelo organismo dos nossos animais, o que consequentemente  leva a efeitos negativos para a saúde, como náuseas, vómitos, problemas respiratórios, etc.

Velas

Na época natalícia é muito frequente a decoração de toda a casa com velas, embora estas possam representar um perigo para o seu animal. Por curiosidade, ele vai tentar chegar a elas, podendo acontecer não só queimar-se como derrubá-las e criar perigo de incêndio.
Coloque-as em locais de difícil acesso e não as deixe acesas sem vigilância. Podem ser um perigo tanto para o animal como para todos os membros da família (risco de queimaduras e de incêndio).


Fogo de Artificio

Não há festa de Ano Novo sem fogo-de-artifício á mistura. No entanto, estes momentos de cor e som podem tornar-se um verdadeiro pesadelo para o seu animal de estimação.
Muitos cães e gatos assustam-se e ficam muito inquietos com o som da explosão do fogo-de-artifício, dos foguetes e até mesmo da abertura das garrafas de champanhe. Portanto, para tentar minimizar a ansiedade do seu animal nestes momentos, recomendamos que quando isso aconteça fique próximo dele para que se sinta mais confiante e protegido e o tente tranquilizar. Poderá também optar por deixá-lo ficar no seu espaço (cama, casota).

Plantas

Algumas plantas típicas desta época festiva, nomeadamente o azevinho e a “Estrelícia de Natal” são muito bonitas para decorar mas também são muito tóxicas para os animais de estimação. Quando ingeridas, mesmo que numa quantidade insignificante, podem provocar apatia, dor abdominal, vómitos, diarreia, febre, tremores musculares e descoordenação motora.
Se suspeitar de envenenamento, contacte o seu Médico Veterinário.
Para evitar esta situação deve ter o cuidado de manter estas plantas longe do alcance do seu animal. De forma geral, como precaução não deve permitir que o seu animal se aproxime ou ingira de qualquer planta que tenha em casa.



Oferecer um animal de estimação como presente de Natal

Há muito a ideia que colocar debaixo da árvore um cachorro ou um gatinho com um laço vermelho é o sonho de qualquer criança. Tal não deixa de ser verdade, pois muitas crianças sonham com isso, mas passá-lo para a realidade deve no mínimo requer muita ponderação. Presentear um amigo ou um familiar querido com um animal de estimação pode parecer o presente ideal, mas há uma série de factores que deve considerar antes de pensar fazê-lo.
A surpresa pode ser inesquecível e bem-intencionada mas pense duas vezes antes de fazer essa opção. É importante saber se o destinatário tem o desejo de ter um animal de estimação e também a vontade e capacidade para cuidar dele. Um animal de estimação é um compromisso para a vida.
A adopção deve resultar de uma reflexão consciente sobre a capacidade real de satisfazer as necessidades básicas do animal. Quando as pessoas não estão preparadas emocionalmente e financeiramente para receber um animal, a situação pode acabar mais cedo ou mais tarde em abandono. O cuidado deve ser redobrado se o “mimo” for destinado a uma criança. 
Assim, não deve nunca adoptar um oferecer um animal por impulso, simplesmente para satisfazer um desejo básico. Por outro lado, a adopção de um animal por vaidade, ou porque quer ter um exemplar de uma determinada raça porque está na moda, é errada.
Para a adopção ser benéfica para todos os elementos (animal e família) é importante que reúna as condições essenciais ao bem-estar do animal e vontade unânime por todos os elementos da família de acolher um ser vivo e futuro membro.

Antes de tomar uma decisão pense se possui:
           - Instalações adequadas á permanência de um animal;
          - Estabilidade financeira para poder suportar os custos associados aos cuidados médicos, ás exigências legais e a uma alimentação adequada;
           - Tempo para prestar os cuidados mínimos de afecto e exercício físicoque o animal necessita;
          - Noção exacta de que o animal irá crescer, ficar adulto e com isso surgem nele mudanças físicas e comportamentais.

Depois de tomar consciência e estar alerta da maioria dos perigos a ter em conta nesta época natalícia, esperamos que tenham todos um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.


                Para terminar, a Clinica Veterinária de Mangualde deseja a todos os clientes e amigos, sem esquecer os amiguinhos de quatro patas, um feliz Natal e um próspero Ano Novo.

                                                               Artigo escrito por Sandra Oliveira – médica veterinária (CP 4910)

 Clínica Veterinária de Mangualde
Av. General Humberto Delgado Nº 12 R/C Esq.
3530-115 Mangualde
 Telef.: 232.623.689



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

LEPTOSPIROSE - O QUE SABER E O QUE FAZER?


Clínica Veterinária de Mangualde
     Dr. Benigno Rodrigues
     Dra. Sandra Oliveira






LEPTOSPIROSE  - O QUE SABER E O QUE FAZER?

A leptospirose é uma importante zoonose e um problema grave para a saúde publica, que está a voltar a surgir na população canina em todo o mundo. Embora há uns anos atrás a incidência desta doença nos cães não fosse muito elevada, actualmente tem-se registado um aumento significativo do número de animais infectados.


v  O que é?

- A leptospirose é uma doença grave causada por uma bactéria denominada Leptospira ssp, que afecta muitas espécies animais, domésticas e silvestres, inclusive o Homem. O cão e outros animais como os ratos, os bovinos e animais silvestres podem contrair a doença e transmiti-la. Os gatos podem infectar-se mas é muito raro.
- É considerada uma das doenças infecciosas mais importantes no cão, além de que trata-se de uma zoonose, ou seja, uma doença dos animais que afecta o Homem.
- Esta doença pode atingir toda a população de cães, apesar de os mais susceptíveis serem os cães mais jovens, não vacinados, e que vivem em zonas rurais.
- Ocorre em todo o mundo, sendo especialmente endémica nas regiões com clima quente e húmido. Em climas temperados, como é o caso de Portugal, é muito frequente nos meses mais chuvosos, em áreas alagadas e/ou deficientes em saneamento.
-A mais alta taxa de prevalência em pessoas ocorre nos países tropicais em desenvolvimento. No nosso país, uma das zonas mais afectadas é os Açores, com uma taxa de incidência média anual dez vezes superior ao Continente.

v  Como se transmite?

- A bactéria pode viver no ambiente ou em animais hospedeiros. Fora do hospedeiro, a bactéria não se multiplica, a sua sobrevivência depende muito das condições ambientais (temperatura, humidade).
- É altamente sensível a ambientes secos, a pH e a temperaturas extremas mas pode sobreviver durante vários meses a anos em solos húmidos e na água. Além disso, os animais infectados, mesmo os sujeitos a tratamento, podem continuar a libertar a bactéria no meio ambiente, através da urina, esporadicamente ou até continuamente, durante alguns meses a anos.
- Os ratos e outros roedores são os hospedeiros naturais, logo, os principais portadores da Leptospira spp.

Os animais e os seres humanos podem ficar infectados através de:
- Contacto directo ou ingestão de urina de animais infectados;
- Exposição indirecta por contacto/ingestão de água, alimentos ou solo contaminados pela urina de animais infectados;
- Ingestão de tecidos infectados (ex: ratos);
- Penetração da bactéria na pele lesionada através de feridas/cortes ou por mordeduras;
- Nos animais também pode ocorrer a transmissão por via sexual.



!AS PESSOAS TAMBÉM PODEM SER AFECTADAS!

-A infecção por Leptospira no ser humano geralmente ocorre por contacto da bactéria com as mucosas (oral, nasal e ocular) ou com feridas.
-Por exemplo, uma pessoa pode infectar-se ao ingerir uma salada feita de vegetais crus contaminados com urina de rato, beber água de inundações ou de locais onde não existe rede de esgotos nem drenagem de águas pluviais, ou ainda se estiver em contacto com água ou lamas de esgotos, especialmente, se tiver feridas na pele ou mucosas.


        -Os cães ao cheirarem o rasto de um rato, ou até mesmo, lamberem a urina deixada por ele, mesmo que seja ao de leve, podem ficar infectados, portadores da doença e eliminarem a bactéria na urina. Por isso, as pessoas devem evitar o contacto com a urina dos seus animais de estimação, mesmo quando estes estão vacinados. A vacina usada nos cães evita a doença mas não impede a transmissão da infecção aos seres humanos.












-O risco do seu animal de estimação (cão, gato, boi, cabra, ou cavalo) lhe transmitir leptospirose é geralmente baixo. Pensa-se que o principal modo de transmissão desta doença para os seres humanos seja através do contacto directo ou indirecto com tecidos, órgãos ou urina de animais contaminados.
-Os ratos e/ou outros roedores são basicamente os principais responsáveis pela transmissão da infecção às pessoas. Porque além de serem o principal portador da bactéria, existem em grande número, pelo campo, nas cidades, nos esgotos/lixeiras, e vivem em grande proximidade connosco. A Leptospira multiplica-se nos rins destes animais sem causar grandes danos sistémicos, sendo depois excretada na urina, o que poderá contaminar cursos de água, solos e produtos alimentares. O cão e o Homem tornam-se então hospedeiros acidentais.

-O Homem é infectado casualmente e é muito pouco provável que venha a ser transmissor da infecção especialmente, para outra pessoa. Portanto, não se preocupe, geralmente não há transmissão de uma pessoa para outra, a leptospirose é transmitida entre animais e dos animais para o Homem.

v  Quais são os sintomas nos cães?

-O tempo entre o contacto com a bactéria e o desenvolvimento da doença ronda aproximadamente 1 a 2 semanas.
- Existem diversas serovariedades desta bactéria. Nos cães as formas mais importantes são a canicola e a icterohaemorrhagiae. Estas estirpes de leptospira causam distúrbios renais e hepáticos nos cães.
- Os sinais clínicos variam e são pouco específicos.
- Alguns animais podem ser assintomáticos, ou seja, infectarem-se e eliminar a bactéria na urina, sem manifestarem sinais de doença.
-Os sintomas mais comuns são: febre, depressão, fraqueza, dor muscular, desidratação, apatia, anorexia, dor abdominal, evoluindo depois para anemia, coloração amarela das mucosas (icterícia), aumento do consumo de água (polidipsia), aumento da produção de urina (poliúria), diarreia sanguinolenta, vómito, urina com cor vermelha, conjuntivite e hemorragias. Nos casos mais graves pode haver falência orgânica e morte.
- Os animais jovens que não foram vacinados ou cujas mães não foram vacinadas têm um maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença, que pode levar o animal á morte devido a septicemia ou a uma intensa hemólise.
            Caso suspeite que o seu animal esteja doente, leve-o imediatamente ao Médico Veterinário.
Esta doença requer hospitalização e tratamento á base de antibióticos, o mais cedo possível. Quanto mais cedo for iniciada a terapia, menor será o dano nos órgãos internos e mais rápido será o recobro. E uma vez que se trata de uma zoonose é extremamente importante estabelecer um diagnóstico e instituir um tratamento o mais precocemente possível.

v  O que acontece nas pessoas?

- De forma geral, a bactéria penetra no corpo humano através das mucosas (boca, nariz ou conjuntiva ocular) ou de feridas na pele. Desde a exposição ao desenvolvimento de sinais clínicos podem passar entre 5 a 14 dias.
                - Dentro do nosso organismo, a bactéria vai invadir o sangue e se replicar em numerosos tecidos: pulmões, fígado, rins, olhos e o sistema nervoso central. Dá origem a uma vasculite que é responsável pela maioria das manifestações clínicas entre as quais destaca-se: febre, dores musculares e articulares, conjuntivite, dor de cabeça, náuseas e vómitos, hepatomegalia, esplenomegalia, insuficiência renal e hemorragias.
- Pode aparecer em pessoas de qualquer idade, mas normalmente é uma doença profissional, mais comum entre os agricultores e nas pessoas que trabalham nos esgotos e matadouros. A maioria dos casos infecta-se por nadar em águas contaminadas, o que ocorre principalmente no final do Verão a inícios do Outono.

- Em mais de 90% dos casos o desenvolvimento da leptospirose é ligeiro, causando geralmente sintomas semelhantes aos da gripe, o que faz com que a maioria passe despercebida. Os casos mais graves, conhecidos como “síndrome de Weil”, requerem internamento hospitalar e caracterizam-se por uma insuficiência multi-orgânica fulminante, colapso vascular e morte.
-Caso suspeite desta doença, contacte o seu médico. A leptospirose é uma doença curável, no entanto, requer um diagnóstico e tratamento o mais cedo possível.

v  Quais os cuidados que as pessoas devem ter para evitar o contágio?

Alguns cuidados a ter estão directamente relacionados com o meio ambiente em que se vive. Outros têm a ver com a higiene da habitação e com a própria higiene pessoal. O essencial é acautelar situações de contacto ou ingestão directa/indirecta da urina dos roedores e dos nossos animais domésticos. Assim, convém ter os seguintes procedimentos:

- Drenagem de águas paradas;
- Limpeza de matas e terrenos baldios;
- Evitar contacto com água e lama de inundações/cheias ou de áreas alagadas;
-Se a cheia inundar as nossas casas e for inevitável o contacto, esperar que as águas baixem e depois lavar e desinfectar todas as superfícies (chão, paredes, objectos, roupas) com lixivia diluída. Depois enxaguar com água limpa. Os alimentos que estiveram em contacto com a água das inundações devem ser eliminados, nunca reutilizados pois podem transmitir a doença.
-Evitar beber água proveniente de zonas estagnadas/alagadas ou de fonte desconhecida, como rios, riachos, nascentes ou pântanos.
- Desinfecção da água;
- Lavagem dos alimentos e em especial os que são consumidos crus, como frutas e saladas;
- Obras de saneamento básico; abastecimento de água, esgotos e lixo mas habitações e na via pública;
- Desinfecção e limpeza dos locais susceptíveis de atrair ratos e outros roedores;
- Evitar que as crianças e jovens nadem ou brinquem em zonas que possam estar contaminadas com urina dos ratos.
- Manter os alimentos armazenados e hermeticamente fechados e ainda eliminar os restos de comida/lixos que possam atrair ratos e outros animais; 
- Não colocar lixo sobre os ralos de escoamento das águas pluviais pois podem atrair ratos, além de que o lixo dificulta o escoamento das águas, agravando o problema das inundações;
- Controlo de roedores e animais silvestres;
- As pessoas que trabalham na limpeza das águas, lamas, entulhos e desentupimento de esgotos devem usar botas resistentes e luvas de borracha. Se possível usar sacos plásticos duplos a envolver as mãos e os pés;
          - Tal como aconteçe nos ratos, os animais domésticos quando são infectados, eliminam a bactéria na urina, portanto deve-se tomar cuidados especiais na manipulação de tecidos, órgãos ou urina, utilizando equipamento protector, essencialmente luvas e botas para protecção das mãos e pés;
        - Todo o material que teve em contacto com um animal infectado/doente deve ser desinfectado ou incinerado;
- Lavar sempre as mãos após manipular o seu animal de estimação ou quando tenha estado em contacto com as suas excreções;
- Isolar o animal infectado/doente durante o seu tratamento;
           -Garantir que o seu animal de estimação que esteja doente com leptospirose cumpre com o esquema terapêutico e preventivo elaborado pelo seu médico veterinário;
            - Desinfectar todas as superfícies (canil, casota) com uma solução contendo lixívia diluída;
- Caso o canil esteja no exterior, e particularmente nos cães de quinta e/ou nos que vivem no campo, retirar e lavar os recipientes da comida (comedouro) e água (bebedouro) todos os dias, antes do anoitecer, para evitar ser contaminado com ratos e seus dejectos.

               Não hesite em contactar o seu Médico Veterinário caso suspeite que o seu animal de estimação esteja doente. Contacte o seu Médico de Família caso tenha alguma dúvida sobre uma possível exposição a um animal infectado e/ou sobre o aparecimento de sintomas como febre, dor muscular e/ou dores de cabeça.

v  Como posso prevenir que o meu animal de estimação contraia leptospirose?

- Limitar o acesso por parte do animal a áreas ambientais de risco (poças de água, águas estagnadas, pântanos, lagoas, pastos inundados) e a zonas onde existem ratos e animais selvagens;
- Controlo de roedores;

- Vacine o seu cão contra a leptospirose.
Os cachorros devem ser vacinados a partir das 8-9 semanas de vida, seguido de reforços 3-4semanas depois e novamente anualmente ou semestralmente.
 Nos casos de risco: canis e zonas rurais recomenda-se a revacinação semestralmente.
 A vacinação pode não conferir uma protecção a 100%, pois existem várias estirpes de leptospirose que causam doença, mas, as estirpes contempladas na vacina geralmente, são as mais frequentes, logo é eficaz.

  Artigo escrito por Sandra Oliveira – médica veterinária (CP 4910)

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