quarta-feira, 25 de julho de 2012

OS PERIGOS DO VERÃO PARA O SEU CÃO OU GATO


OS PERIGOS DO VERÃO PARA O SEU CÃO OU GATO

           

  

O Verão é a altura do ano, escolhida pela maior parte das famílias, para viagens de férias, dar passeios e realizar atividades ao ar livre. Também é uma excelente época do ano para os animais de estimação, porque as crianças em idade escolar estão de férias, o que faz com que tenham mais tempo para brincar com eles. No entanto esta época do ano esconde numerosos perigos para a saúde do seu animal, sendo importante estar alertado para uma diversidade de situações que a seguir se nomeiam.

-        Brincar com o cão ou submete-lo a um grande esforço físico sob temperaturas elevadas pode originar um caso grave de golpe de calor.

-        As praganas que se encontram nas ervas secas, em contacto com o seu animal podem causar infecções dolorosas.


-        As substâncias químicas (herbicidas, insecticidas) usadas nos jardins e terrenos para evitar infestações, eliminar ervas daninhas e tornar os locais mais bonitos podem muitas vezes envenenar o seu animal.
-        Os parasitas externos: pulgas, carraças, piolhos, moscas, mosquitos e o insecto Phlebotomus que transmite a Leishmaniose, são particularmente frequentes nesta época de calor.
           






-        As moscas podem picar os bordos das orelhas dos cães podendo originar infecções e provocar feridas. Os mosquitos são perigosos porque podem transmitir doenças graves e fatais como a Leishmaniose e a Dirofilariose.

A prevenção é a melhor forma de proteger o seu animal de estimação. Tenha em conta, sempre, possíveis riscos, e faça o seu melhor para os minimizar ou eliminar.


Golpe de Calor:

Ao contrário do Homem, o cão não transpira pela pele. Para manter a sua temperatura corporal, o cão geralmente procura superfícies frias ou locais sombrios. Quando não o pode fazer, a ventilação pulmonar aumenta e o cão manifesta uma respiração ofegante. Infelizmente, este mecanismo é muito menos eficaz que a transpiração.

Como reconhecer?

O golpe de calor acontece sobretudo quando deixa o cão fechado num local quente e com pouca ventilação, como por exemplo, dentro de um automóvel. Submetido a altas temperaturas, o cão começa a respirar fortemente para transpirar e tentar diminuir a sua temperatura corporal. Ao arfar desesperadamente, o animal esgota rapidamente o volume de ar disponível e acaba por respirar o ar rico em dióxido de carbono e pobre em oxigénio.

Quais os animais mais susceptíveis?

Qualquer animal pode sofrer um golpe de calor. Contudo, são particularmente susceptíveis:

·         Animais com excesso de peso
·         Animais com problemas cardíacos ou respiratórios
·         Animais muito jovens ou muito velhos
·         Animais com história anterior de golpe de calor
·         Raça de pêlo duplo, como o Pastor Alemão, porque a pelagem retém mais calor
·   Raças com focinho achatado (braquicefálicos) como o Buldogue Francês, são mais susceptíveis que outras raças, porque tem maior dificuldade em respirar.

Quais os principais sintomas?

ü  Respiração ofegante
ü  Saliva abundante e espessa
ü  A língua e as gengivas tornam-se muito vermelhas
ü  Pele seca e muito quente
ü  Debilidade e fraqueza muscular
ü  Batimento cardíaco e pulsação acelerados
ü  Há possibilidade de ocorrer convulsões
ü  Olhar arregalado e ansioso
ü  Febre alta
ü As dificuldades respiratórias podem originar o colapso e a morte 

Caso o seu animal de estimação apresente estes sintomas não hesite em nos contactar. Tente reduzir a temperatura imergindo-o gradualmente em água fria ou usando sacos de gelo na cabeça e pescoço e leve-o imediatamente ao veterinário.


Como prevenir?

ü  Nunca deixe o seu animal de estimação fechado no interior de um automóvel ao sol. Nunca se esqueça que, caso deixe o carro à sombra, este pode vir a ficar ao sol em poucas horas.
ü  Deixar sempre as janelas bastante abertas.
ü  Mantenha sempre disponível água limpa e fresca.
ü  Evite passear e que o seu animal faça exercício nas horas de maior calor.
ü  Certifique-se que o seu animal tem acesso a locais com sombra onde se possa refugiar.
ü  Quando o animal é mantido num canil ou num recinto fechado assegure-se de que tem ventilação e circulação de ar adequadas.

Intoxicação por pesticidas:

            É importante que os donos mantenham sempre os pesticidas longe dos seus animais.
 Sintomas mais frequentes: tremores, desorientação, salivação excessiva, falência respiratória, convulsões, vómitos e depressão.
Sendo uma situação de urgência deve contactar-nos logo que suspeite da ingestão de pesticidas pelo seu animal.
Para prevenir evite que o seu animal circule em zonas que foram recentemente pulverizadas com pesticidas.


Pulgas e Carraças:

As pulgas e carraças são parasitas externos que vivem à custa dos animais sugando-lhe o sangue. 
As picadas de pulgas causam muita irritação cutânea e prurido o que é bastante incómodo para os animais, inclusive o Homem. Além disso, causam alergias e transmitem agentes patogénicos e parasitas.
As carraças são do tamanho da cabeça de alfinete, tem oito pernas e podem ser de cor preta, castanha, vermelha ou cor de canela. São grandes o suficiente para serem visíveis, principalmente quando estão cheias de sangue, fixadas à pele (a sua forma adulta), geralmente nas áreas da cabeça e pescoço. São um parasita importante porque transmitem doenças graves como a Babesiose, Riquetsiose, e a Erliquiose ao animal e ao Homem.
Qualquer carraça que encontre no seu animal deve ser logo e completamente removida. Use uma pinça junto à pele e, com cuidado, retire a carraça, assegurando-se que ela não deixa para trás as patas e a cabeça cravadas na pele, pois podem levar a uma reacção desagradável. Peça ao seu veterinário para lhe mostrar o modo correcto de removê-las.

Locais de risco:

É mais fácil o seu cão e/ou gato apanhar pulgas e carraças em zonas com vegetação, arbustos ou plantas em geral. Mesmo os parques e jardins da cidade são potencialmente perigosos, apesar de no campo residir maior perigo.

A sua presença é desnecessária e evitável, sendo relativamente fácil de controlar com produtos eficazes e adequados. Fale connosco para saber o que pode fazer. Saiba que é importante não só desinfestar o animal mas também todos os locais por ele ocupados e que a reaplicação dos produtos nos intervalos aconselhados é fundamental para a obtenção de resultados satisfatórios.

Artigo elaborado por:
Sandra Oliveira - Médica Veterinária (Clínica Veterinária de Mangualde)

            

quarta-feira, 13 de junho de 2012

BOLAS DE PÊLO NOS GATOS


BOLAS DE PÊLO NOS GATOS

A higiene pessoal constitui uma das actividades mais importantes da vida dum gato. A partir do 15º dia de vida, o animal começa a lavar-se sozinho com a ajuda da língua e das patas. As patas dianteiras são humedecidas com a língua e vão atuar como verdadeiras luvas de banho, capazes de chegar até às orelhas. A língua, particularmente áspera devido à morfologia das suas papilas, transforma-se numa “lixa” ou “escova natural” que arrasta os pelos mortos soltos na superfície da pelagem.
O trato da pelagem ajuda o gato a manter-se limpo e asseado, refrescar-se, reduzir a ansiedade/stress, e a criar uma ligação pacífica com outros gatos com quem convive. Num ambiente em que co-habitam vários gatos é comum vê-los a lamberem-se e a limparem-se uns aos outros como sinal de amizade e também para demonstrar a posição na hierarquia social.
  

  
O gato passa cerca de 30% do tempo a tratar da sua higiene.
Porém, este hábito tem a desvantagem de causar a ingestão acidental de pêlos. Grande parte do pelo ingerido é eliminado com as fezes, o restante, com o tempo, tende a acumular-se no estomago e aglomerar-se formando “bolas de pelo”, cientificamente designadas de tricobezoares ou pilobezoares. Estes funcionam como corpos estranhos que atrasam o esvaziamento gástrico podendo levar a problemas digestivos, e consequentemente a complicações para a saúde. A situação mais grave que pode desencadear é uma obstrução do trato gastro-intestinal, que obriga muitas vezes a intervenção cirúrgica.
Os tricobezoares são formados por pelos com ou sem alimentos e/ou secreções digestivas.
Causam mal-estar ao gato, que vai tentar expulsá-los através do vómito. Ocasionalmente o gato pode tentar regurgitar ou vomitar o tricobezoar mas expele apenas secreções gástricas (liquido amarelado).


    Pode  ser uma das causas de regurgitação e/ou vómito nos gatos.




Na maioria dos casos, as bolas de pelo são eliminadas do organismo, através do vómito, sem causar qualquer transtorno ao animal. Contudo, por vezes, podem retê-los e adoecer.




PODE SER SINAL DE DOENÇA?

         Toda e qualquer situação de debilidade orgânica ou doença resulta numa pelagem em mau estado, acumulando sujidade e pelos mortos, quer por enfraquecimento da saúde da pele e pelo, quer porque um gato doente não se cuida como de costume, levando logo a uma intensificação da queda do pelo e a um maior risco de formação de bolas de pelo.
         Os tricobezoares também podem dever-se a alterações comportamentais ou neurológicas, como a alopécia psicogénica felina (o stress aumenta a frequência e a intensidade da higiene), a doenças gastro-intestinais primárias, a doenças dermatológicas pruríticas (DAPP, atopia, alergia alimentar) e à presença de ectoparasitas (pulgas, carraças, ácaros e piolhos).

FACTORES DE RISCO A TER EM ATENÇÃO:

- A altura da muda de pelo, que geralmente acontece na Primavera e Outono, é quando a queda é mais intensa, e por isso mais favorecedora à formação de bolas de pelo. Também o período de parto é crítico assim como qualquer outra situação que provoque mais ansiedade e stress ao gato leva a uma maior frequência e intensidade da higiene.
- Apesar do todos os gatos estarem sujeitos à acumulação gástrica de pelos, deve-se ter atenção especial aos de pelo comprido, como as raças Persa, Himalaia, e Bosque da Noruega. Não tão óbvio é o cuidado aos gatos de idade avançada, que por um lado, devido à idade, tem o pelo e a pele mais enfraquecidos, o que aumenta a queda, por outro o seu sistema digestivo mais frágil e lento sofre mais com a presença de pelos no interior.
- Além dos gatos de meia-idade, os mais jovens e os que vivem exclusivamente dentro de casa são mais sensíveis à formação de bolas de pelo.




COMO PREVENIR?

         O dono tem um papel importante na prevenção deste problema.

- Escovagem:
O dono deve habituar o gato à escovagem desde muito cedo.
Os gatos de pelo longo devem ser escovados todos os dias, enquanto os de pelo curto duas vezes por semana.
Independentemente do tamanho do pelo, deve usar uma escova própria para gatos.
Além do aspeto estético, diminui consideravelmente a quantidade de pelos que o gato engole ao lavar-se e, consequentemente a formação de bolas de pelo no estomago.

- Alimentação:
         Deve fornecer um alimento de boa qualidade e específico. Pergunte-nos qual o melhor para prevenir as bolas de pelo.

- Desparasitação:
         Aplicar produtos anti-parasitários de forma regular para eliminar os parasitas externos e assim evitar o prurido.

- Evitar situações de stress (os gatos são sensíveis a alterações ambientais).

Claro que apesar de todos estes cuidados, um gato engole sempre pelos. Por isso, pode ajudar o seu gato mantendo-lhe à disposição ervas para que possa roer para o ajudar a regurgitar as bolas de pelo que se formarem, além de fornecendo-lhe um produto à base de malte. Pergunte-nos sobre este produto disponível comercialmente, que forma uma camada protetora na parede do intestino impedindo a agregação dos pelos e posterior formação de tricobezoares, bem como auxilia na dissolução dos já formados e a sua eliminação pelas fezes.

O fundamental é conhecer bem e estar atento ao seu gato, de modo a detetar problemas o mais cedo possível.

Em caso de dúvida, e esclarecimentos sobre formas de prevenção e tratamento deste problema contacte-nos.

Artigo elaborado por:
Sandra Oliveira - Médica Veterinária (Clínica Veterinária de Mangualde)


sexta-feira, 25 de maio de 2012

LEISHMANIOSE


LEISHMANIOSE

É uma doença infeciosa grave, que afeta essencialmente cães, mas também pode ser transmitida ao Homem.
É uma “doença silenciosa”, uma vez que uma grande percentagem de animais está infetada e só exibe os primeiros sintomas tardiamente, muito tempo depois do momento do contágio.
É causada por protozoários do género Leishmania, sendo a leishmaniose canina causada pela espécie Leishmania infantum.
Esta doença é transmitida através da picada de um inseto semelhante a um mosquito, do género Phlebotomus.

O flebótomo é particularmente ativo desde o anoitecer até ao amanhecer, sendo a época mais favorável à sua transmissão de Abril até Outubro.
Em Portugal, a doença existe em todo o território continental com áreas endémicas, como a Beira Alta.
A leishmaniose canina afeta os órgãos internos (medula óssea, gânglios linfáticos, baço, fígado e rim), bem como provoca alterações cutâneas.

Sinais clínicos:

O animal pode estar infetado e não apresentar sintomas. Quando estes surgem, são muito variáveis, aparecendo progressivamente e geralmente são inespecíficos, como a apatia, intolerância ao exercício e perda de peso.  As alterações cutâneas, vão desde a perda de pelo, zonas de alopécia (zonas sem pelo), despigmentação nasal, hiperqueratose, descamação, ulceras no nariz ou pavilhão auricular. Nalguns casos desenvolve-se lesões oculares, como alopécia periocular, conjuntivite, queratite e uveíte. É muito comum o crescimento exagerado das unhas e epistaxis (sangramento do nariz).
Quando há comprometimento visceral (fígado, baço ou rins), ocorre perda de peso, atrofia muscular e os gânglios linfáticos encontram-se aumentados.
Quando a doença afeta os rins, desenvolve-se uma insuficiência renal crónica, que geralmente é fatal.
Uma vez infectado, o animal é portador do parasita para o resto da vida.




Tratamento:

A leishmaniose canina é fatal. A cura é rara, mas a doença pode ser controlada.
No caso em que os donos não querem fazer o tratamento, a eutanásia do animal é obrigatória, segundo a legislação Portuguesa.
A prevenção é a melhor solução. Neste momento, já existe vacina para a leishmaniose e repelentes do flebótomo para colocar nos animais.
Deve-se evitar o passeio durante o período que o flebótomo é mais ativo.
A transmissão da leishmaniose ao Homem faz-se por intermédio do flebótomo, não por contacto direto com o animal infetado.

Faça o rastreio da Leishmaniose ao seu animal, aparentemente saudável e informe-se junto do seu Médico Veterinário acerca do programa vacinal contra a Leishmaniose e sobre quais os repelentes do flebótomo que melhor se adaptam ao seu cão! 

sábado, 21 de abril de 2012

Abriu Consultório Veterinário de Penalva do Castelo

....indo ao encontro dos nossos " amiguinhos de 4 patas" de Penalva do Castelo, iniciou funções em Março de 2011 o Consultório Veterinário de Penalva do Castelo, localizado na saída da vila para Esmolfe e com horário a partir das 18.00 horas às 3º e 5º feiras com marcação prévia de consulta pelo 929075007

quarta-feira, 7 de março de 2012

Queridos amigos :
 Este é o novo espaço da Clínica Veterinária de Mangualde  onde vamos poder trocar ideias e informações . Esperamos que seja útil para a divulgação de mensagens , conceitos e para dar a conhecer animais que necessitam de ajuda ou de serem adoptados... ao sucesso deste blog que é de todos nós.
O director clínico
Benigno Rodrigues